Não sou poetisa! Sinto enorme prazer em fazer com que as palavras sejam a janela da minha alma, porém isso não faz de mim um ser tão sublime.
Perdão caros poetas! Não tenho a pretensão de alcançar teus altares. Entretanto permita-me fazer de teu mundo um escape para o meu, pois onde vou encontrar semelhante paz de espírito senão quando estou imersa nas palavras?
Atrevo-me sim! Pois é melhor ouvir tuas críticas a ouvir o eco das palavras gritando no cativeiro de minha mente. Não sou eu quem lhes da vida, no entanto elas já estão vivas dentro de mim e delas sou apenas porta voz.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Deixa-me ser o que não Sou
sábado, 7 de agosto de 2010
Canto da Andorinha
Tenho alma de artista, não posso viver no cativeiro do machismo. Nasci para ser livre, livre de convensões e conceitos, de pensamentos preestabelecidos, de opiniões impositivas.
Possuo alma de viajante, não vivo estagnada, presa em rotinas tediantes. Vim ao mundo para voar, para estar sempre em movimento, ser dinâmica, ver novos rostos, me introsar com novas almas.
O livre arbítrio foi-me dado e não troco por frases feitas em juras de amor, por "promessas para a vida inteira" e muito menos por dinheiro. Há um prazer imenso em ser dona de minhas escolhas e essa liberdade não vendo, barganho, nem dou.
Bruna Ramos
domingo, 1 de agosto de 2010
Enquanto Viveu e até Quando Morreu

Hoje me peguei sentindo a sua falta. Saboreei o gosto amargo da saudade e chorei. De repente não mais de tristeza, mas de uma alegria incontrolável que tomava conta de mim. Aquela dor, aquelas lágrimas significavam que eu não havia te esquecido e isso era bom.
Eu jamais quisera te esquecer, quero que você esteja presente em minha vida como sempre esteve. Quero lembrar o teu sorriso, as tuas “ranzinzas”, o teu cheiro, como a casa era completa com você e quero me martirizar por não ter apreciado isso. Quero chorar de tristeza e dor, de alegria e prazer.
No fundo eu sabia que te perderia e te beijei um pouco mais, te abracei sem motivo, te dei mais atenção, ouvi as tuas lamurias, mas foi tão pouco! Tive uma vida contigo e tivesses que perder a tua para eu valorizar a minha, para valorizar os que me rodeiam, para amar e ser amada intensamente.
Deixaste-me grandes lições ao partir. Que não se precisa de um motivo para dizer “EU TE AMO”, para dar abraço e beijo, que é sem sentido não liberar o perdão e brigar por besteira. Que a vida é curta e nós perdemos muito tempo pensando em como vamos vivê-la, que ser feliz não é ter um carro do ano, nem mansões majestosas e contas milionárias, que a verdadeira felicidade está em pequenos gestos de carinho.
Queria encontrar uma forma de te agradecer e pensei que a melhor delas, fosse viver e praticar tudo que me ensinastes, porém foi mesquinho e egoísta demais. Percebi que não querias que eu fosse feliz sozinha, mas querias que eu compartilhasse. E sabe de uma coisa? A felicidade foi bem maior. Nada melhor que ver quem você ama de bem com a vida. Obrigada por viver e fazer tão feliz a minha vida, e ainda obrigada por morrer e me deixar tão grandes ensinamentos.
Bruna Ramos
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