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sábado, 16 de outubro de 2010

Sem medo de ser Feliz


É incrível como acreditamos que as pessoas sempre vão estar no mesmo lugar dia após dia. Então vem a morte- que para nós é algo que só acontece com os outros- e ceifa a vida de um ente querido e é quando percebemos que as pessoas não são imortais. Por mais que saibamos que tanto nós quanto as pessoas que nos rodeiam, morrem a cada segundo, não admitimos essa verdade e vivemos como se nunca fôssemos morrer, ou ainda que vamos morrer sim, porém num futuro distante. Mas se tem algo que é democrático é a morte!

Ela nos rodeia e beija rico ou pobre, feio ou bonito, jovem ou velho, homens de bem ou marginais... A vida é assim! Não a tenha como cruel, mas existe uma lei que rege todo o universo e é necessário que isso aconteça, por mais doloroso e amargo que seja. Porque temos tanto medo de falar sobre o assunto? Corre um frio na espinha apenas de mencionar coisas como: “E se você morresse hoje?”

Se eu morresse hoje eu já teria feito diversas coisas. Já realizei um sonho, já tive o dia mais feliz da vida, já desisti de um plano, já transpirei música, tive amigos inesquecíveis e disse que os amava, já tive amores de curto e longo prazo, já chorei debaixo do chuveiro para ninguém ver e lavei além do corpo a alma, quis fugir quando não tinha para onde ir, já fiquei mesmo sabendo que deveria ir... E dessa forma vivi!

E não me arrependo de nada! Apenas do que covardemente não fiz, pois a vida é muito curta e não há tempo para ter medo. O medo é como uma caverna: nos mostra apenas a escuridão, mas quando nos atrevemos a ir além, avistamos um horizonte grande e bonito e percebemos que talvez não tenhamos mais tempo para explorá-lo. Então se arrisque e, sobretudo seja feliz. E o resto? Deixe que o tempo diga.

Bruna Ramos

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ciclo Vital


Estou farta desse ciclo tedioso que a vida às vezes entra, fazendo dos planos algo cada vez mais futurístico e do presente um vício que não se consegue largar. Estou cansada de nadar contra a correnteza e tentar desesperadamente quebrar o ciclo – o maldito ciclo!

Vez ou outra entro em um estado de completo torpor e é quando vivo melhor. Ou será que não vivo? Pode-se chamar de viver esse período tão inanimado? Porém quando estou em pleno estado de vigília e jorram rios sem fim da minha alma, sinto-me em um eterno marasmo e duvido se a vida realmente tem um sentido.

Para muitos a felicidade é comparada às estrelas brilhando na imensa escuridão do céu. Esse é o problema! Se as estrelas representam a felicidade, o espaço negro entre elas significa o quê? Tristeza? Dor? Angústia? Se a imensidão negra é infinitamente maior que o número de estrelas que abriga, onde está o equilíbrio que tanto procuramos?

Desisto! Se a vida tiver de sair dos trilhos da rotina, ela sairá por si só! Algo bom vai acontecer – estrelas vão brilhar nessa escuridão – a vida trará o que tiver de melhor para mim, mas quando e como ela quiser. Pois não se escreve a própria história, fazemos apenas trechos com as palavras que o destino nos proporciona.

Bruna Ramos

O Amor encontrou-me


Procurei o amor em muitos rostos, gestos e palavras. Vaguei por muitos lugares e por vezes acreditei tê-lo encontrado... Doce ilusão! Acabei com lágrimas nos olhos e fendas na alma. Então você chegou. E eu soube que o amor tinha me encontrado. Você era tudo que eu precisava naquele momento. Você é tudo o que preciso para toda a vida.

O passado ficou esquecido e o presente irradia felicidade. Como pude viver tanto tempo sem você? Amar você foi simples como respirar e assim como respirar, ficar sem você é inimaginável. És parte de mim e tenho certeza que sempre fostes. Não sei o que o futuro nos reserva, porém uma coisa eu sei... Eu sei que é amor! E que é o suficiente para toda a vida.

Bruna Ramos

sábado, 2 de outubro de 2010

Só Sei Que é Amor

Esse texto foi feito a pedido de uma amiga... Perdoem-me! Pois acredito que não seja um dos melhores,como eu já disse, os textos já estão prontos,não sou eu quem os crio,então como esse foi PREMEDITADO, talvez não agrade como os outros...Mas apesar disso eu quero compartilhar com vocês.Então aí vai:



Não sei se é rosa, azul ou verde ou pra sempre a água que matará a minha sede.

Não sei se é mágica ou encantamento, se vai ser só flores ou virá tormento.

Não estou certa se teremos uma vida longa de muita sorte ou se no meio do caminho encontraremos a morte.

Não estou certa se algo bom vai acontecer ou se ele vai embora ao amanhecer.

Não quero saber se teremos na conta um milhão, mas quero que toda noite ele segure minha mão.

Não quero saber se teremos uma casa em Nova Iorque, Recife ou Ipanema, mas quero-o comigo para resolver esse dilema.

O que importa se serei chefe ou subordinado? Se ele está incondicionalmente ao meu lado.

O que importa se farei faculdade, curso técnico ou se ficarei á toa? Se ele apóia tudo isso “numa boa”.

Quem sabe se amanhã caminharei para o norte ou para o sul? Se meu vestido de noiva será branco ou blue?

Não me perguntem sobre o amanhã ou o que na minha mente se passa, pois até aqui o presente me basta.

Ainda não sei se será para sempre ou eterno enquanto dure, porém quero que seu sorriso sempre me cure.

Sei que é amor e é incondicional. Que é muito importante e não é banal, que me faz muito bem quando estou mal. O resto? Deixo no etc e tal.


Bruna Ramos

Entropia

Ao nascerem às pessoas são totalmente dependentes. Aos poucos vão adquirindo seu espaço, formando suas opiniões, conhecendo e fazendo novos amigos. Isso é o começo da independência.

Vão sozinhas ao colégio, ao shopping, ao mercado, à feira... Exigem andarem com seus próprios pés! Querem privacidade, um quarto e um telefone individual, os pais longe de seus objetos pessoais. Isso é a conquista da independência.

Então preparam suas próprias comidas, algumas lavam suas roupas, outras dirigem seus carros... Trilham seus próprios caminhos! E os pais? Por escolha delas, tornam-se apenas coadjuvantes. “Você quer saber cada passo que eu dou mãe...” ou “Pra que esse interrogatório, pai?” e ainda “Sou dona do meu nariz...” Independência total.

Arranjam namorados (a). Não querem mais ir sozinhas à escola, nem ao shopping... Se pudessem exigiam a companhia do amado (a). Algumas até exigem. Privacidade? Palavra que não agrada mais, principalmente se for pronunciada pelo companheiro. Compartilham suas comidas, se preocupam com cada detalhe da roupa... Trilha o caminho que for conveniente para os dois! E os pais? Apenas figurantes...

As opiniões que não agradam ao próximo são repensadas. Os amigos não são mais prioridades. O segredo que era compartilhado com elas, agora é partilhado com o casal. Já não sentem vontade nenhuma de terem individualidade, pois isso já não é tão legal como parecia antes... “Amor, vou ao shopping...” ou “ Fulano para onde você foi?” e ainda “ Não sei se vou com você, primeiro vou perguntar a Beltrano...” Fim da independência.

Ouvi falar certa vez, que o Universo caminha de níveis organizados, para níveis cada vez mais desorganizados. O ser humano é assim. Nasce convicto que um dia conseguirá voar, porém um dia decide pousar em uma bela gaiola e fazer tudo o que já fez com tanta relutância.

Bruna Ramos