A dor só é boa quando curtida e envelhecida; guardada e sufocada; liberta e expressada.
Dor é boa quando de tão dorido o coração gemer e houver tremores na alma e fizer você em sussurros dizer: “Deus, vou morrer no caminho”.
Ah, como a dor é boa em meio às lágrimas torrenciais, quentes e urgentes que percorrem a face, encobrindo gritos presos na garganta.
Oprimindo, quebrantando, entristecendo, desesperando.
Fadigando, tirando seu rumo, seu brilho, sua motivação.
Nunca vi as pessoas mais rendidas aos braços do Criador como em meio à dor.
Nada nos leva para tão perto d’Ele, do Seu aconchego, Seu colo, Seu acalento.
Doce se torna a dor quando a voz do meu Mestre sufoca o pranto, com voz meiga e suave relembrando quão ínfima ela é diante da Sua glória.
Quem dera na minha adega, ter dado valor a cada peça que tenho guardada!
Estaria tão perto d’Ele.
Seríamos um.