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domingo, 19 de julho de 2015

Quando o Amor nos Encontra

Ele a observava, enquanto ela dormia recostada em seu peito. Um sentimento de ternura explodia dentro dele e seus lábios se contorciam num sorriso de satisfação. Sua respiração era tranquila e seus cabelos dourados tinham um cheiro suave, inebriante, e ele só conseguia cheirá-los e sorrir feito um bobo. Ele não pregou os olhos a noite inteira, mas não se sentia cansado, só queria continuar ali, aproveitando esse momento único.
Ela murmurou alguma coisa ininteligível, enquanto virava-se de lado. Ele abraçou-a no melhor estilo “conchinha” e apertou-a levemente contra si. E percebeu nesse instante, que não conseguiria viver mais um dia sequer sem essa mulher. Nunca fora dado a ímpetos de romantismo, mas tudo nela inclinava-o a isso: seus olhos castanhos meigos, seu sorriso largo sincero, sua pele macia de algodão...

Rendeu-se a ela como uma corsa rende-se ao seu predador, sabendo o quanto é inútil relutar. Ele não seria de mais ninguém, sabia disso. Não importava o quanto isso durasse, ele jamais se entregaria a outro alguém como se entregou a ela. Ninguém jamais o teria por inteiro, ela sempre o possuiria. Esse pensamento o assustou. Ele não podia perdê-la, ou jamais seria feliz por completo. Sentira o gosto real da felicidade, não se contentaria com menos que isso nunca mais. 
Bruna Ramos