domingo, 19 de julho de 2015
Quando o Amor nos Encontra
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Coragem pra Viver
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
O mundo das Palavras
A linha tênue do Amor
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Triste Canção
sábado, 31 de agosto de 2013
Renovo
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Segundo o coração de Deus
sábado, 13 de julho de 2013
Caminho a Dois
O Tempo traz bons Ventos
A Vida Segue
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Baile de Reveillon
domingo, 13 de novembro de 2011
Valsa das palavras
Ah se eu pudesse rasgar o peito e colocar tudo para fora em um grito!
E assim diminuir do coração a pesada carga que ele tem carregado há tempos,
deixando a alma mais leve, o sorriso mais sincero, os amores mais livres.
Quem me dera dissolver no vento toda culpa e medo que às vezes me acompanham
e não ouvir mais seus conselhos.
Libertação não é algo fácil. Às vezes é necessário deixar em cativeiro alguns sentimentos, para que você mesmo não desabe quando eles se forem.
Eis aqui o meu modo sutil de libertação, eis aqui o meu peito se rasgando sobre o papel, encharcando- o com palavras ensanguentadas.
Escutem o meu grito soando e sintam o peso que elas carregam em si. Não veem que estou mais leve?
Posso vê-las dançando em círculos pelo ar, tão fluidas, tão graciosas
Sinto que posso palpa-las.
Depois de transcritas para o papel elas não me parecem à expressão do sofrimento,
a beleza da poesia transformou-as,
E por um breve momento esqueço o que elas significam.
Bruna Ramos
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
ADEGA DAS DORES
A dor só é boa quando curtida e envelhecida; guardada e sufocada; liberta e expressada.
Dor é boa quando de tão dorido o coração gemer e houver tremores na alma e fizer você em sussurros dizer: “Deus, vou morrer no caminho”.
Ah, como a dor é boa em meio às lágrimas torrenciais, quentes e urgentes que percorrem a face, encobrindo gritos presos na garganta.
Oprimindo, quebrantando, entristecendo, desesperando.
Fadigando, tirando seu rumo, seu brilho, sua motivação.
Nunca vi as pessoas mais rendidas aos braços do Criador como em meio à dor.
Nada nos leva para tão perto d’Ele, do Seu aconchego, Seu colo, Seu acalento.
Doce se torna a dor quando a voz do meu Mestre sufoca o pranto, com voz meiga e suave relembrando quão ínfima ela é diante da Sua glória.
Quem dera na minha adega, ter dado valor a cada peça que tenho guardada!
Estaria tão perto d’Ele.
Seríamos um.
sábado, 25 de junho de 2011
Saudade Conhecidamente Desconhecida
Hoje a saudade, minha companheira diária, acordou-me com um café da manhã na cama. Resmunguei-lhe alguns impropérios, não queria ser acordada tão cedo, porém ela decidida disse que não iria a lugar algum, então cedi e lhe dei atenção. Conversamos durante longas horas, ela alegou insensibilidade de minha parte, que se sentia incompreendida e insatisfeita, respondi-lhe que me sentia em igual situação em relação a ela.
Exaltamo-nos, gritamos e choramos penosamente tentando mostrar os erros uma da outra, afinal alguém tinha que levar a culpa. O que ela queria de mim? O que eu não estava dando a ela? Por que eu não conseguia realizar seus desejos? Enquanto essas perguntas não tinham respostas, travávamos uma batalha diária, onde ambas saíamos desgastadas.
Após um tempo incontável, caiu sobre nós um silêncio súbito, então nos olhamos exaustas e abatidas, eu via a minha e a sua tristeza refletida em seu olhar e naquele momento sabíamos que havia acabado. A nossa batalha diária terminaria ali. Conhecíamos a verdade: aquele impasse não havia sido resolvido, porém ambas estávamos sem força para continuar, então num momento de íntima compreensão, ela retirou-se levando consigo a bandeja do café da manhã, deixando comigo um silêncio assustadoramente reparador.
Bruna Ramos
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Tempo do Perdão
Agora não! Deixa-me primeiro estancar o coração, que ferido geme a mais triste canção. Permita-me chorar minhas lágrimas, esbravejar acusações ocultamente, tentar entender porque as feridas foram abertas e assumir minha parcela de culpa. Dê-me tempo para lidar com minha dor, para habituar-me a ela, espere até que a dor e eu tornemo-nos amigas e depois nos procure.
Busque-me quando a alma estiver cicatrizada e as emoções tornarem-se brisas, quando pelo e por amor tudo for explicado e perdoado. Por enquanto, quero solidão, tempo e compreensão, e talvez um pouco de paz . Por isso suplico-te mais uma vez: Agora não, deixa-me primeiro estancar o coração...
Bruna Ramos
domingo, 27 de março de 2011
Atos Falhos
Outra vez errei. Fiz aquilo que prometi a mim mesma que não iria mais fazer, magoei pessoas que não mereciam, não me entreguei de corpo e alma a um projeto importante, não fui a busca da pessoa que amo.
Mais uma vez falei quando devia apenas calar-me, não disse a verdade, por medo de magoar, senti-me só, embora rodeada de muitas pessoas, não amei a quem me ama e amei a quem não merecia.
Novamente obtive respostas negativas e chorei. Sim chorei! E sei que vou chorar muitas outras vezes e será bom. As lágrimas lavam minha alma, meu interior, minha mente e levam-me a perdoar a mim mesma por fazer tudo outra vez.
Bruna Ramos
Você
Esse texto estava enterrado em uma caixa de lembranças de uma amiga. Ele foi escrito a mais ou menos três anos atras,quando eu ainda "engatinhava literariamente",mesmo assim quero compartilhar com vocês...
Você, meu amor, minha dor, meu lamento, meu tormento, meu alimento, minha ilusão, minha paixão. Envolve-me, abala-me, desconcentra-me, ignora-me, não me responde, cala-se, fecha-se, protege-se. Enquanto eu faço-me transparente, aberta, sorridente, mostrando-me na mais pura verdade, tentando ser quem realmente sou, tentando fazer você ver quem sou...
Sei que por muito tempo fechei-me, me escondi, me protegi, embora não quisesse, não devesse... Perdi tempo, oportunidades, meu sonho, minha esperança e enfim você! Ti perguntarás como posso perder o que nunca tive. Simples! Perdi por que não tentei, não lutei, não me esforcei, chorei, lamentei, gritei e até calei-me, porém não te esqueci. Não me desliguei, nem te abandonei, não “me” abandonei, nem poderia, nem conseguiria, nem tentaria e muito menos o faria.
Talvez você nunca chegue a ser por inteiro meu, mas ainda serás meu. Será minha uma parte tua, a lembrança, a esperança, a confiança e assim serás meu. Não totalmente, mas não me importarei, me conformarei e te amarei assim mesmo, meu amor, minha dor, meu lamento, meu tormento, minha ilusão, minha paixão, meu sonho.
Bruna Ramos